4 incríveis casos de uso do Wi-Fi 7


Novas tecnologias surgem, geralmente, como respostas para problemas práticos, que limitam o desenvolvimento de outros setores da indústria. Por outro lado, essa lógica é um pouco diferente para as tecnologias de conectividade, que desde sua criação servem mais como catalisadores para novos produtos e, ao que tudo indica, não será diferente com o Wi-Fi 7.

Em entrevista ao Canaltech, Ayrton Neves, Diretor de Canais da TP-Link Brasil, falou um pouco sobre o caráter disruptivo das redes sem fio e como o novo padrão pode abrir portas para novos cenários.

“Um ponto importante é que a tecnologia de conectividade é que anda sempre na frente do surgimento dos serviços disruptivos. Como exemplo claro disso temos as plataformas de streaming, que não seriam criadas sem que antes tivessem sido desenvolvidas e aprimoradas as tecnologias de conectividade como 4G, Wi-Fi 6 e introdução da fibra óptica. Com isso em mente a velocidade do desenvolvimento de diversos novos serviços impõem uma constante evolução da conectividade, daí a importância de tecnologias democráticas como Wi-Fi 7 que é de uso livre”, explicou Neves, Diretor de Canais da TP-Link Brasil, ao Canaltech.

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4 usos do Wi-Fi 7 para revolucionar o mercado

É comum levar algum tempo até os padrões mais recentes de tecnologias se tornarem populares. Como muitos deles dependem de sistemas e adaptadores embarcados no hardware, não é possível realizar uma substituição modular do componente.

Por essa razão, a implantação da nova infraestrutura precisa ser gradual, priorizando áreas em que faz mais sentido que essas novidades cheguem antes. Neves menciona os setores de eventos, entretenimento, indústria e medicina como alguns dos que podem ser revolucionados pelo Wi-Fi 7:

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“Setores de eventos e entretenimento, público gamer, em geral, lugares com grande aglomeração de pessoas como shopping centers e aeroportos, grandes indústrias em geral são setores diretamente atingidos inicialmente, pois são exemplos de setores que demandam um excessivo uso de banda.”

1. Centros comerciais e de eventos

Espaços públicos de maneira geral podem se beneficiar muito do novo padrão de conectividade por dois pontos principais: número de conexões e segurança de dados. A maioria dos grandes centros comerciais e de eventos oferecem acesso ao Wi-Fi, seja como serviço à parte ou mesmo com cortesia.

No entanto, independente da velocidade do link contratado, a velocidade real para os usuários é quase sempre impactada pela quantidade de clientes conectados à rede. Com o gerenciamento automático de conexões e sistema de Operações Multi-Link, a qualidade e velocidade do sinal oferecido aos usuários daquele espaço pode melhorar consideravelmente.

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Já os novos protocolos de segurança, garantem que mesmo se tratando de redes públicas, as conexões de todos os clientes estão encriptadas de ponta a ponta. Protocolos mais seguros reduzem a possibilidade de interceptação de informações sigilosas como dados de cartão e cookies de sites e aplicativos bancários, cada vez mais utilizados como forma de pagamento via PIX.

2. Streamings de jogos

Christoph Schell, vice-presidente executivo da Intel, conversou com o Canaltech sobre algumas os notebooks com Intel Core Ultra, e um ponto destacado foi a conectividade. Segundo ele, a Intel já identificou no Brasil uma tendência a consumir mais serviços que produtos, propriamente.

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Todavia, para consumir esses serviços, ter acesso a algumas tecnologias é fundamental, e o Wi-Fi 7 é uma delas. Serviços de jogos em nuvem como o Xbox Cloud, ou a própria Netflix que já dispõe de um catálogo de jogos, exigem conexões muito estáveis para garantir boas latências.

A qualidade dos serviços de fibra óptica no Brasil já são suficientes para experiências aceitáveis em muitos casos, mas apenas via cabo. Quando trazemos essas plataformas para redes sem fio, a latência é muito prejudicada pelos padrões mais antigos, e o Wi-Fi 7 chega para resolver essa questão.

Naturalmente, isso só é possível se ambos roteadores e dispositivos conectados tiverem suporte ao novo padrão. Entretanto, quando isso for uma realidade para a maioria dos usuários, podendo mudar inclusive o padrão de consumo de games por aqui, com mais pessoas buscando serviços de assinatura em vez de comprar jogos.

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3. IoT e Automação

Os dispositivos inteligentes já são bem populares, entre lâmpadas, tomadas e eletrodomésticos, e com os assistentes virtuais ficando mais acessíveis, a tendência é que isso se intensifique. Em paralelo, ter mais aparelhos conectados a uma mesma rede pode gerar bastante instabilidade, lentidão e até quedas de conexão.

Como o Wi-Fi 7 amplia consideravelmente o número de canais disponíveis, e permite até 16 clientes transmitindo dados simultaneamente, ele acaba sendo uma solução ideal para resolver essa questão. Além disso, como essa gestão depende exclusivamente do roteador, mesmo aparelhos mais antigos serão beneficiados.

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A mesma lógica vale para serviços de automação industrial, permitindo que fábricas inteiras sejam operadas, monitoradas e inspecionadas remotamente.

4. Medicina Inteligente

Por fim, o setor com potencial para trazer revoluções mais significativas graças ao Wi-Fi 7 é o da medicina inteligente. O tempo é um dos fatores mais cruciais e sensíveis em casos de cirurgias não-eletivas, como transplantes ou em caso de acidentes.

Por mais que os hospitais sejam obrigados a ter cirurgiões de plantão para esses casos, nem sempre é possível ter acesso a especialistas. Contudo, os robôs próprios para cirurgias delicadas já são uma realidade, tendo as limitações de conectividade como principal gargalo para uma adoção mais ampla.

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Uma rede estável, segura e com baixa interferência também permite realizar acompanhamento em tempo real mais preciso de pacientes acamados por meio de ferramentas de visão computacional. Além dos aparelhos tradicionais de monitoramento de sinais vitais, sensores podem identificar quedas acidentais, por exemplo, e acionar a equipe de enfermagem imediatamente.

Expandindo as possibilidades

Essas aplicações são apenas as que já conseguimos visualizar num futuro mais próximo, por estarem alinhadas com contextos que já existem. É importante lembrar, no entanto, que a cadeia de desenvolvimento de novas tecnologias não é fechada, e quanto mais a conectividade avança, maiores as chances de surgirem serviços ainda mais inovadores e disruptivos.

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