Argentina condena Irã por atentados e chama país de “terrorista”

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Justiça do país sul-americano julgou 2 ataques contra instituições ligadas a Israel em Buenos Aires nos anos 1990

A Câmara Federal de Cassação da Argentina entendeu, na 5ª feira (11.abr.2024), que o Irã atuou em 2 atentados realizados em Buenos Aires, capital argentina, em 1992 e 1994. Ao todo, 114 pessoas morreram e centenas ficaram feridas.

O atentado de 1992 foi contra a Embaixada de Israel em Buenos Aires e deixou 29 mortos. Dois anos depois, um ataque contra a sede da Amia (Associação Mutual Israelita-Argentina) matou 85 pessoas e foi considerado o pior atentado da história do país.

Segundo a sentença proferida na 5ª feira (11.abr), os ataques “tiveram origem principalmente na decisão unilateral do governo [iraniano], motivada por uma mudança na política externa do nosso país [Argentina] entre o final de 1991 e meados de 1992, de anular 3 contratos de fornecimento de equipamento e tecnologia nuclear celebrados com o Irã”. Eis a íntegra do texto (PDF – 5 MB).

Na decisão, o Hezbollah (grupo xiita do Líbano) foi identificado como o autor do atentado. Já o Irã foi classificado como “Estado terrorista” e o ataque à Amia como um “crime contra a humanidade”.

A Justiça estabeleceu que o Irã fica sujeito a processos movidos pelos parentes das vítimas e, nestas situações, terá de “reparar integralmente o dano causado (moral e material), mediante, entre outras medidas, uma indenização pecuniária”. O Irã nega participação e não enviou representantes a Buenos Aires.

Em comunicado, o presidente Javier Milei declarou que a decisão “põe fim a décadas de postergação e acobertamento, determinando que os ataques contra a Embaixada de Israel e a Amia foram perpetrados pelo Hezbollah, sob os auspícios de organizações estatais da República Islâmica do Irã”.

O Tribunal Federal de Cassação Penal tem conseguido exercer a sua função com total liberdade, sem pressões políticas, para fazer a justiça que tanto as vítimas como os seus familiares esperam há décadas”, completou Milei.

Leia a íntegra do comunicado emitido pelo gabinete de Milei, em espanhol:


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