Carnaval 2024 mistura ritmos, cores e diversão em Ceilândia


O terceiro dia de Carnaval no Distrito Federal começou com chuva novamente, mas não impediu os foliões brasilienses de curtirem a festa nos tradicionais bloquinhos de rua. O popular CarnaRock, em sua 21° edição na capital, atrai hoje (11), até às 22h, pessoas de todas as idades na Casa do Cantador, em Ceilândia. 

Com entrada gratuita e com uma programação voltada para os apaixonados por um Carnaval menos convencional, os foliões do CarnaRock são agraciados com as apresentações de Barbarella B, Intokáveis, kidsgrace, Rota 040, Baratas de Chernobyl, Terno Elétrico, Sem Fuga BSB, Os Maltrapilhos e Mofo.

Foto: Carolina Freitas/Jornal de Brasília

Ao Jornal de Brasília, o fundador do CarnaRock, Ronan Meireles, falou sobre a escolha de Ceilândia para essa nova edição do bloco: “Estamos pela primeira vez na Ceilândia, o que é muito legal. Eu sempre tive vontade de fazer em Ceilândia porque o CarnaRock é itinerante. O CarnaRock vem em cada edição suprir uma carência emocional da galera do rock no Carnaval”.

Ronan destacou a diversidade de gênero no Carnaval do DF, sem deixar de citar a ligação do rock com o Carnaval: “A música ela não tem distinção. A música é um estilo de vida e tendência. Todos os estilos são bem-vindos. Podemos dizer que as fantasias também predominam aqui no CarnaRock. De certa forma, todo mundo já vem fantasiado, porque o roqueiro já se veste de uma forma diferente, todo de preto, com correntes e cuturnos”.

Juliana Lepletier e Arthur Braga – Foto: Carolina Freitas/Jornal de Brasília

A empreendedora Juliana Lepletier, 44 anos, chegou cedo e garantiu o seu lugar para curtir o CarnaRock: “Eu não gosto de Carnaval de folia, então combinamos com alguns amigos e decidimos vim curtir um rock aqui até o final. Nós somos do Jardim Botânico, demoramos um pouco para chegar, por conta da chuva, mas está valendo a pena. E nos próximos dias pretendo ir para outros lugares que contenham o rock”. 

Já o estudante Arthur Braga, 21 anos, é apaixonado por todos os estilos musicais, mas escolheu curtir o Carnaval ao som de muito rock: “Eu gosto muito de rock, nasci no rock praticamente, então eu sempre curto eventos como esse. Por falta de tempo não vou conseguir curtir em outros lugares, mas eu sou eclético, gosto de todo tipo de música. A convivência com as pessoas e a festividade me atraem no Carnaval”. 


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Menino de Ceilândia

Foto: Carolina Freitas/Jornal de Brasília

Ao lado do CarnaRock, o bloco Menino de Ceilândia reune hoje (11) foliões para curtirem com muito frevo e marchinhas até às 22h. Inspirado no Carnaval de Olinda, em Pernambuco, com bonecos gigantes, o bloquinho faz parte da história das festividades de rua no DF há 29 anos.

O bloco conta com apresentação da orquestra do Menino de Ceilândia com seus passistas e 18 bonecos gigantes. No Carnaval 2024, o bloquinho lançou dois novos bonecos, Nina – em homenagem a Luciene Vélez, uma das fundadoras do bloco – e O Passista – em especial para todos aqueles que dominam a arte dos passos.

Alexandra Freitas e suas filhas – Foto: Carolina Freitas/Jornal de Brasília

Carnaval já é tradição para a merendeira Alexandra Freitas, 43 anos, que não deixa a festa passar em branco: “Carnaval é alegria. Todos os anos eu venho com as minhas filhas. Para nós, curtir na nossa cidade é a melhor coisa. Para entrar no clima de Carnaval decidimos vir com fantasias e todas no brilho. É um dia muito bom na nossa cidade e para completar colocamos as fantasias”. 

Para a aposentada Maria Aparecida, 58 anos, o Carnaval 2024 trouxe sentimentos múltiplos: “Pra mim, Carnaval é o bloco Menino de Ceilândia, sempre curtimos com a família toda. Mas aí veio a Covid e a perda da nossa presidente Luciene Vélez, foi uma tristeza muito grande a perda dela. Esse está sendo o primeiro Carnaval sem ela”.


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Maria Aparecida e sua família – Foto: Carolina Freitas/Jornal de Brasília

“Meu esposo também faleceu nesse tempo, e agora eu estou com a missão de passar o Carnaval para a nossa geração. Primeiro veio eu e meu esposo para curtir no Menino de Ceilândia, depois meu filho e duas netas. Agora meu netinho de um ano está aqui no seu primeiro Carnaval”, comentou Maria.



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