Com entrevista de Putin, X se torna app mais baixado na App Store


Downloads da rede social cresceram na loja da Apple depois do anúncio da entrevista de Putin ao jornalista Tucker Carlson

A rede social X (ex-Twitter) se tornou nesta 4ª feira (7.fev.2024) o aplicativo com mais downloads da App Store, a loja de aplicativos da Apple. A posição do X no ranking cresceu depois do anúncio na 3ª feira (6.jan.2024) da entrevista do presidente da Rússia Vladimir Putin ao ex-apresentador da Fox News Tucker Carlson.

O vídeo publicado por Carlson em seu perfil no X já havia sido visualizado 93,6 milhões de vezes até a noite desta 4ª feira. O jornalista tem 11,7 milhões de seguidores no perfil, onde publica entrevistas e conteúdos jornalísticos.

Tucker Carlson pediu a audiência dos telespectadores norte-americanos para a entrevista com Putin sob a alegação de que “a maioria dos norte-americanos não tem ideia do porquê de Putin ter invadido a Ucrânia ou quais são seus objetivos agora”.

Carlson disse –sem apresentar provas– que a administração do presidente Joe Biden tentou impedir a realização de uma entrevista com Putin quase 3 anos atrás através de espionagem ilegal e que teria feito o mesmo em janeiro.

O jornalista disse que pagou a viagem sozinho e que fez um acordo com Elon Musk, dono do X, para que a entrevista não fosse bloqueada se fosse publicada na rede social.

Musk, por sua vez, comemorou a a posição alcançada pelo X na App Store. “X é agora o aplicativo mais baixado de qualquer tipo!”, escreveu Musk.

Ainda não há confirmação sobre a data em que a entrevista será publicada. No entanto, de acordo com o veículo de comunicação russo TASS, a conversa será lançada ao público na 5ª feira (8.fev.)

A entrevista do líder russo será a 1ª desde início do conflito entre Rússia e Ucrânia que ele dará a uma mídia ocidental. Segundo o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, Putin concedeu a entrevista por Carlson se apresentar diferente de demais veículos de comunicação do Ocidente.

“Ele (Tucker Carlson) tem uma posição diferente dos demais. Ele não é de forma alguma pró-Rússia, não é pró-Ucrânia Ele é bastante pró-EUA. Mas pelo menos contrasta com a posição da mídia tradicional anglo-saxônica” disse Peskov ao jornal russo Kommersant nesta 4ª feira (7.fev.).





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