Dirceu e Suplicy participam de ato em memória às vítimas da ditadura

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Caminhada foi realizada na antiga sede do DOI-Codi em São Paulo neste domingo (31.mar)

Uma caminhada em memória às vítimas da ditadura reuniu neste domingo (21.mar.2024) centenas de pessoas –dentre elas, o ex-ministro José Dirceu, o deputado estadual Eduardo Suplicy (PT-SP) e a deputada federal Luiza Erundina (Psol-SP). O ato foi realizado na antiga sede do DOI-Codi em São Paulo.

Pelas redes sociais, os políticos também se manifestaram sobre a data. Suplicy disse que ainda faltam esclarecimentos sobre os crimes cometidos na ditadura e falou sobre a importância de relembrar a data:

“Lembrar do trágico passado é reafirmar que não queremos mais que aconteça e também pedir justiça e esclarecimento para os crimes que ainda hoje, depois de sessenta anos, estão sem resposta”, escreveu o deputado estadual em seu perfil do X (ex-Twitter).

“Temos que continuar lutando por essa causa e não admitir que isso seja esquecido porque o esquecimento pode levar a riscos de outras ditaduras”, declarou Erundina durante o evento.

“Fiquei 90 dias aqui. É uma casa de morte”, declarou Adriano Diogo, ex-deputado estadual e presidente da Comissão da Verdade da Assembleia Legislativa de São Paulo. Afirmou ser necessário mostrar a história para as “novas gerações para investir mais na construção da democracia brasileira”.

A caminhada teve como destino o Monumento em Homenagem aos Mortos e Desaparecidos Políticos, no Parque Ibirapuera.

DOI-Codi

O Departamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna foi um dos principais locais responsáveis pela tortura e assassinato dos opositores à ditadura.

Atualmente, funciona no endereço o 36° Distrito Policial da Polícia Civil. É neste lugar também que ultimamente tem sido realizada uma pesquisa arqueológica para aprofundar os conhecimentos sobre o prédio e também identificar as pessoas que passaram pelo local. Há também uma proposta de ressignificar esse espaço, transformando-o no Memorial da Luta pela Justiça.

A caminhada de hoje foi organizada pelo Movimento Vozes do Silêncio, representado pelo Instituto Vladimir Herzog, e pelo Núcleo de Preservação da Memória Política, com apoio de diversas instituições.


Com informações da Agência Brasil.



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