França investiga favores fiscais ao PSG durante contratação de Neymar


Jogador deixou o Barcelona em 2017 em acordo bilionário com o clube francês; polícia apura envolvimento do governo em fraude

A França apura uma suspeita de favores fiscais concedidos ao clube de futebol PSG (Paris Saint-Germain Football Club) durante a transferência do jogador brasileiro Neymar do Barcelona, em 2017. Foi a contratação mais cara da história do esporte. As informações sobre a operação são do jornal francês MediaPart.

A reportagem divulgou uma visita da polícia do país ao Ministério das Finanças na 2ª feira (15.jan.2024) a fim de encontrar provas para a investigação. A ação envolveu buscas em partes da Direção-Geral das Finanças Públicas. A frente era dirigida por Jérôme Fournel, chefe de gabinete do ministro de Finanças Bruno Le Maire.

A investigação começou em setembro de 2022 e mira as táticas de influência atribuídas ao ex-diretor de comunicação do PSG Jean-Martial Ribes. Os juízes também apuram se houve tráfico de influência do ex-deputado governista Hugues Renson no caso.

Segundo a AFP, mensagens obtidas pela polícia mostram que Ribes, do PSG, pediu “os serviços” de Renson. Nos registros, o ex-deputado diz ter levado uma “questão do PSG” ao então ministro das Contas Públicas, Gérald Darmanin.

“Está tudo bem. O que importa é que sejam apresentados os documentos que mencionamos”, escreveu Renson a Ribes em uma das mensagens.

Depois, o ministro das Contas Públicas celebrou publicamente “os impostos que Neymar [poderá] pagar na França” e afirmou que seus serviços analisariam a configuração financeira da transferência.

O acordo pela transferência de Neymar do Barcelona para o PSG foi anunciado em agosto de 2017 e custou 222 milhões de euros (R$ 1,18 bilhão).





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