Grupo russo afirma que eleição foi “a mais corrupta da história”


Declaração do grupo independente Golos afirma que a vitória de Putin é uma “violação da constituição russa”

O grupos Golos, empresa de pesquisas independente russa, divulgou uma declaração sobre o resultado das eleições na Rússia nesta 2ª feira (18.mar.2024). O relatório, publicado no site oficial do grupo, aponta que a reeleição do presidente Vladmir Putin foi “anti-democrática” e que o pleito foi o “mais corrupto da história”.

“Golos”, em russo, significa “voz”. O grupo acompanhou as eleições antes e durante as votações, por meio de observadores, mensagens e ligações. Inicialmente, foi relatado que os oponentes de Putin enfrentaram algumas dificuldades ao se registrarem para concorrer às eleições, como a burocracia para recolher assinaturas e a ausência de debates televisionados. O índice de desistência para se candidatar foi o maior que os de 2012 e 2018.

O movimento relatou que o atual presidente, que venceu as eleições com mais de 90% dos votos, exerceu uma série de violações às leis da Rússia. Dentre elas, a alteração da constituição para permitir que Putin concorresse a mais 2 mandatos.

Há relatos de eleitores que sofreram ameaça ou foram punidos por inscrições erradas nas cédulas de voto. De acordo com o Golos, o governo limitou a capacidade de observação do público nos dias de votação.

O grupo afirma ainda que houve esforços para reduzir o monitoramento dos locais de votação à câmeras públicas. O relatório consta que os votos emitidos de maneira eletrônica não foram devidamente computados e tiveram quebra de sigilo. Alguns eleitores afirmaram que não conseguiram votar porque alguns equipamentos apresentaram falhas técnicas.

Ao todo, 34 pessoas foram presas após sabotarem as urnas nos locais de votação. Sobre as manifestações, o Golos afirmou: O sistema encobre efetivamente os crimes das pessoas que lhe pertencem, mas pune severamente os eleitores comuns que cometem actos de desespero”.

Para encerrar, o movimento definiu a atuação da Comissão Eleitoral Central Russa como “passiva”. O órgão tem o dever de proteger a liberdade eleitoral dos cidadãos do país, mas ficou em silêncio durante as eleições deste ano, segundo o grupo.





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