Troca de Dino por Lewandowski é a 5ª mudança de Lula; compare com outros governos


O atual mandato de Lula é o segundo governo que menos fez trocas nesse período desde a redemocratização

Brasília, 02 – O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez a quinta mudança no ministério nesta quinta-feira, 1º, em 13 meses de gestão. O novo chefe da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, substituiu Flávio Dino, que vai compor o Supremo Tribunal Federal (STF) a partir do próximo dia 22. O atual mandato de Lula é o segundo governo que menos fez trocas nesse período desde a redemocratização.

O presidente que menos fez substituições nos primeiros 13 meses de governo foi Fernando Henrique Cardoso (PSDB). No primeiro mandato, fez duas trocas de ministros. Por outro lado, a ex-presidente Dilma Rousseff (PT), na segunda gestão, foi a que mais fez mudanças nesse mesmo período. Diante de uma grave crise política e financeira, que acabou motivando o impeachment da petista, Dilma exonerou 16 ministros entre janeiro de 2015 e fevereiro de 2016.

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), entre janeiro de 2019 e fevereiro de 2020, mudou a liderança de ministérios sete vezes, sendo o terceiro que menos mudou nos 13 primeiros meses de governo.

No primeiro mandato de Lula foram feitas oito trocas no período. Na segunda vez dele à frente da Presidência, o número foi maior, com 13 ministros substituídos em 13 meses. A maioria das mudanças feitas pelo petista ocorreram em reformas ministeriais que ele promoveu no início de 2004 e na metade de 2007.

Relembre as trocas feitas por Lula no atual mandato

Nesta quinta-feira, 1º, Lewandowski substituiu Dino, que estava no comando da Justiça desde o início do terceiro mandato de Lula e que vai exercer o mandato de senador pelo Maranhão até a posse no STF no próximo dia 22. Lewandowski, que também foi ministro do STF entre 2006 e 2023, prometeu que continuará o trabalho feito pelo antecessor e colocou o combate ao crime organizado como o principal foco da sua gestão na pasta.

O primeiro ministro a deixar o terceiro governo de Lula foi Gonçalves Dias, que comandava o Gabinete de Segurança Institucional (GSI). Em abril do ano passado, ele foi exonerado após a veiculação de imagens que mostravam ele circulando passivamente no Planalto durante os atos do 8 de Janeiro. O GSI foi chefiado interinamente por Ricardo Cappelli por duas semanas até a posse do atual chefe da pasta, Marcos Amaro dos Santos.

Em agosto do ano passado, Daniela Carneiro deixou o Ministério do Turismo após Lula escolher Celso Sabino para liderar a pasta. A troca foi feita para acomodar os interesses do União Brasil, partido pelo qual os dois foram eleitos para o cargo de deputado federal.


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No mês seguinte, Lula fez a primeira reforma ministerial deste mandato, quando exonerou Ana Moser do Ministério dos Esportes e Márcio França do Ministério dos Portos e Aeroportos. Nos postos, foram colocados André Fufuca e Silvio Costa Filho, respectivamente. França ganhou o comando do Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, que foi criado para acomodá-lo. Já Moser não foi realocada no governo federal.

A reforma ministerial foi uma estratégia de Lula para tentar consolidar uma base na Câmara, após derrotas importantes no primeiro ano de mandato. Fufuca foi reeleito em 2022 como deputado federal e é apadrinhado pelo presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL); e Silvio Costa Filho também foi reeleito para a Casa pelo Republicanos.

Estadão Conteúdo


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