Violência no Equador é problema do mundo todo, diz Daniel Noboa


Presidente do país afirmou que a raiz do narcoterrorismo na Europa e nos EUA está no Equador

O presidente do Equador, Daniel Noboa, disse que a crise de segurança pública no Equador é um problema para o mundo inteiro. Em entrevista à BBC publicada neste sábado (13.jan.2024), Noboa disse que o país não pode continuar com o “jogo” que envolve “grupos terroristas”.

“É encorajador ver a comunidade internacional realmente prestando atenção ao que está acontecendo aqui. […] Isso afeta o mundo inteiro: os narcoterroristas que operam aqui têm operações na Europa, nos EUA. Precisamos resolver o problema pela raiz, e a raiz do problema está aqui”, disse o presidente.

Em 9 de janeiro, Daniel Noboa decretou estado de exceção no Equador. A medida expande a permissão para ações do Exército e da polícia e autoriza as Forças Armadas a realizarem operações militares contra organizações criminosas.

Ao todo, 22 grupos são listados como “organizações terroristas” e “atores beligerantes”, incluindo o grupo Los Choneros –cujo líder fugiu de um presídio no país em 7 de janeiro, o que desencadeou uma série de novos atos violentos.

PAÍS EM CRISE

O país enfrenta uma escalada de violência que cresceu à medida em que o crime organizado, especialmente o narcotráfico, ganhou espaço. A taxa de homicídios aumentou 674% em 5 anos (de 2019 a 2023).

Em 2023, um dos candidatos à Presidência, Fernando Villavicencio, do Movimiento Construye, foi assassinado a tiros durante a campanha. Na época, o jornalista e ativista prometia que o combate ao avanço dos grupos criminosos seria prioridade em um eventual governo.

No mesmo dia do decreto de Noboa, homens armados invadiram uma transmissão ao vivo no canal de TV TC Televisión, em Guayaquil.

O presidente Daniel Noboa, que tem apenas 36 anos, tomou posse em novembro de 2023 para um “mandato tampão” de 1 ano e meio.

O pleito que o elegeu deveria ter sido realizado em 2025, mas foi antecipado depois que o então presidente do Equador, Guillermo Lasso, dissolveu a Assembleia Nacional depois de passar por um processo de impeachment.





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