39% dizem que corrupção no Brasil aumentou sob Lula


Pesquisa mostra que 30% dizem que corrupção “diminuiu” no governo petista; 19% declaram que não perceberam diferença

Pouco mais de 1 ano depois de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltar ao Palácio do Planalto, 39% dos brasileiros têm a percepção de que a corrupção “aumentou” no país. O dado é de pesquisa PoderData realizada de 27 a 29 de janeiro de 2024.

Uma proporção menor dos entrevistados (30%) acredita que a corrupção “diminuiu” desde que o petista tomou posse, em janeiro de 2023. Outros 19% dizem que “ficou igual” e 11% não souberam responder. Essa é a 1ª vez que o PoderData fez o questionamento aos entrevistados.

O levantamento foi realizado pouco mais de uma semana depois de Lula participar da retomada das obras de ampliação da refinaria da Petrobras Abreu e Lima, em Pernambuco, fazendo duras críticas à operação Lava Jato, que investigou desvios de recursos da petroleira de 2004 a 2012, inclusive, por pessoas ligadas ao PT (Partido dos Trabalhadores, e havia paralisado as obras depois de identificar irregularidades, como pagamentos de propina a ex-diretores e superfaturamento de obras.

No mesmo evento, o presidente também disse que “tudo o que aconteceu” no país foi um conluio entre juízes e procuradores brasileiros subordinados ao Departamento de Justiça dos Estados Unidos que não aceitaram que o Brasil tivesse uma empresa como a Petrobras.

As falas de Lula no evento fizeram com que os veículos jornalísticos voltassem a relembrar o que foi a Lava Jato e, com isso, o efeito negativo do excesso da intervenção estatal em alguns casos. Também evocou os processos de corrupção que envolveram o próprio presidente e aliados do governo.

Nesta mesma rodada da pesquisa, o PoderData mostrou que os brasileiros voltaram a ficar divididos quanto à privatização de empresas estatais depois de 1 ano sob Lula. Em janeiro de 2023, a diferença entre aqueles que eram contrários a vender qualquer empresa estatal e os que diziam ser OK vender todas ou parte delas era de 11 pontos percentuais. Agora, é de 1 ponto percentual.

A pesquisa foi realizada pelo PoderData, empresa do grupo Poder360 Jornalismo, com recursos próprios. Os dados foram coletados de 27 a 29 de janeiro de 2024, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 2.500 entrevistas em 229 municípios nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. O intervalo de confiança é de 95%.

Para chegar a 2.500 entrevistas que preencham proporcionalmente (conforme aparecem na sociedade) os grupos por sexo, idade, renda, escolaridade e localização geográfica, o PoderData faz dezenas de milhares de telefonemas. Muitas vezes, são mais de 100 mil ligações até que sejam encontrados os entrevistados que representem de forma fiel o conjunto da população. Saiba mais sobre a metodologia lendo este texto.

ESTRATIFICAÇÃO

O Poder360 destaca:

  • consideram que a corrupção aumentou sob o governo Lula – as taxas são mais altas entre pessoas de 25 a 44 anos (45%), moradores da região Centro-Oeste (45%), pessoas que cursaram o ensino superior (47%) e aqueles que têm renda maior que 5 salários mínimos (46%);
  • consideram que a corrupção diminuiu sob o governo Lula – os percentuais são mais altos entre pessoas de 60 anos ou mais (36%), moradores da região Norte (36%), pessoas que cursaram o ensino fundamental (36%) e aqueles que têm renda de até 2 salários mínimos (33%).

⬇️Lulistas X Bolsonaristas ⬆️

Eleitores dos 2 candidatos que disputaram o 2º turno nas eleições de 2022 estão em lados opostos. A maioria (65%) daqueles que votaram em Jair Bolsonaro (PL) acreditam que a corrupção “aumentou”, enquanto 48% dos que votaram em Lula pensam que a corrupção “diminuiu”. Leia mais neste texto.

PODERDATA 

O conteúdo do PoderData pode ser lido nas redes sociais, onde são compartilhados os infográficos e as notícias. Siga os perfis da divisão de pesquisas do Poder360 no Twitter, no Facebook, no Instagram e no LinkedIn.


Leia mais dados desta rodada da pesquisa:


METODOLOGIA 

A pesquisa PoderData foi realizada de 27 a 29 de janeiro de 2024. Foram entrevistadas 2.500 pessoas com 16 anos de idade ou mais em 229 municípios nas 27 unidades da Federação. Foi aplicada uma ponderação paramétrica para compensar desproporcionalidades nas variáveis de sexo, idade, grau de instrução, região e renda. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

As entrevistas foram realizadas por telefone (para linhas fixas e de celulares), por meio do sistema URA (Unidade de Resposta Audível), em que o entrevistado ouve perguntas gravadas e responde por meio do teclado do aparelho. O intervalo de confiança do estudo é de 95%.

Para facilitar a leitura, os resultados da pesquisa foram arredondados. Por causa desse processo, é possível que o somatório de algum dos resultados seja diferente de 100. Diferenças entre as frequências totais e os percentuais em tabelas de cruzamento de variáveis podem aparecer por conta de ocorrências de não resposta. Este estudo foi realizado com recursos próprios do PoderData, empresa de pesquisas que faz parte do grupo de mídia Poder360 Jornalismo.





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