Dani Calabresa celebra decisão judicial que proíbe Melhem de cita-la


A Justiça de São Paulo proibiu o comediante de falar publicamente sobre as mulheres que o acusam de assédio

A humorista Dani Calabresa comemorou neste domingo (11.fev.2024) a decisão do TJ-SP (Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo) de proibir o comediante Marcius Melhem de citar, publicamente, o nome ou apelido dela, de sua advogada Mayra Cotta ou das atrizes Carol Portes, Veronica Debom e Renata Ricci.

Em entrevista ao portal LeoDias, a humorista agradeceu à Justiça pela “vitória”. “Essa é, na verdade, uma 2ª grande vitória, porque a 1ª foi ter a minha denúncia acatada dentro da empresa […] e ele não trabalha mais lá”, disse ela.

Por fim, Calabresa afirmou que espera que o caso possa incentivar outras mulheres a denunciarem casos de assédio. “Que isso, de alguma forma, chegue em mulheres que passam por situações inadmissíveis e se questionam ‘será que estou sendo exagerada? Será que estou sendo dramática, será que é brincadeira?’ A gente sabe quando não é. É isso, amigas! Estamos juntas!”.

CASO MELHEM

O caso veio a público em dezembro de 2019. No ano seguinte, ganhou destaque a partir de uma reportagem da revista Piauí. O texto narra relatos de profissionais que dizem ter sido assediadas, tanto moralmente como sexualmente, pelo humorista. São citadas duas supostas vítimas de assédio sexual, 7 de assédio moral e 3 de assédio sexual e moral.

Uma dessas mulheres é a humorista Dani Calabresa. Segundo a reportagem, Melhem tentou “agarrá-la” e mostrar a ela seu pênis em um karaokê em Botafogo, no Rio de Janeiro. O episódio se passou em novembro de 2017. O humorista foi demitido da Globo em agosto de 2020.

Em entrevista ao Poder360, em maio de 2023, Melhem admitiu que durante o período em que chefiou a equipe de humor da TV Globo era comum que ele e seus subordinados fizessem “brincadeiras” entre si. Ele afirmou que, em alguns casos, a equipe “passava do ponto”, mas negou que houvesse um “ambiente tóxico” de trabalho. Disse que a acusação de assédio sexual é “completamente falsa”.

Assista à entrevista com Marcius Melhem (48min55s):





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