“Kung Fu Panda 4” diverte, mas é prejudicado pelo roteiro fraco


Após oito anos do fim da franquia, chega aos cinemas nesta quinta-feira (21) “Kung Fu Panda 4”. A última produção lançada em 2016 tinha como pano de fundo o fim da trilogia que acompanhava Po; contudo, era de se esperar um recomeço da leva de filmes, principalmente pelo período que Hollywood está passando. Mas será mesmo que valeu a pena?

Depois de três aventuras arriscando sua própria vida para derrotar os mais poderosos vilões, Po, o Grande Dragão Guerreiro (Jack Black) é escolhido para se tornar o Líder Espiritual do Vale da Paz. A escolha em si já é problemática ao colocar o mestre de kung fu mais improvável do mundo em um cargo como esse e, além disso, ele precisa encontrar e treinar um novo Dragão Guerreiro antes de assumir a honrada posição. A pessoa certa parece ser Zhen (Awkwafina), uma raposa com muitas habilidades, mas que não gosta muito da ideia de ser treinada. Como se os desafios já não fossem o bastante, a Camaleoa (Viola Davis), uma feiticeira perversa, tenta trazer de volta todos os vilões derrotados por Po do reino espiritual.

Foto: Divulgação/Universal Pictures

Vamos lá, só pela sinopse já dá para perceber que o objetivo da trama é manter os antigos fãs e conquistar novos. Mas obviamente os recém-chegados levaram a melhor, a nova estrutura, além de apresentar novos personagens, também coloca o protagonista em ambientes diferentes e cria novas possibilidades para o futuro da franquia.

Os melhores momentos de “Kung Fu Panda 4” ficam restritos à nova parceria entre Zheng. Sua história faz sentido para a narrativa e os diálogos com Po são leves e divertidos, com muitos momentos de risos.

Foto: Divulgação/Universal Pictures

O maior problema fica com a nova vilã Camaleoa; mesmo o roteiro tentando dar uma grande importância para ela e tentar explicar o motivo de suas atitudes, os momentos de clichês extrapolam consideravelmente, e sua participação não é original, com justificativas mal executadas.

O roteiro, escrito por Jonathan Aibel e Glenn Berger, responsáveis por todos os anteriores, em parceria com Darren Lemke, aparentemente já previa que a vilã não seria suficiente para a história, e precisaram colocar os antigos vilões de volta na trama. Ou seja, a proposta não funciona sozinha e o novo leque de possibilidades não vai adiante.

Foto: Divulgação/Universal Pictures

Sem dúvidas, “Kung Fu Panda 4” melhorou e muito no seu visual. Ela mantém o mesmo tom, contudo sobe de nível, principalmente na direção de arte. Um aperfeiçoamento que pode até justificar a nova empreitada. Como a textura de personagens e objetos que se destacam nos cenários e nas paradisíacas paisagens do Vale da Paz.

Conclusão

Um reencontro com Po sempre é agradável, a nova animação tem seus pontos altos, como a comédia ao estilo pastelão, mas é consideravelmente inferior aos seus antecessores, principalmente pela falta dos 5 furiosos, que é justificada logo nos primeiros momentos. Realmente vale a pena continuar com a franquia, mesmo a história não se mantendo sozinha?

Confira o trailer: 

Ficha Técnica
Direção: Mike Mitchell, Stephanie Stine; Roteiro: Jonathan Aibel, Glenn Berger, Darren Lemke;
Elenco: Jack Black, Viola Davis, Dustin Hoffma, James Hong, Awkwafina;
Gênero: Animação;
Duração: 94 minutos;
Distribuição: Universal Pictures; Classificação indicativa: Livre;
Assistiu à cabine de imprensa a convite da Espaço Z



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