Lesão de atacante do Palmeiras expõe novamente os riscos da grama sintética

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Nas principais Ligas europeias (Espanha, Inglaterra, Itália, Alemanha, França, Portugal e Holanda), ninguém quer ouvir falar em gramado artificial

A grave lesão no joelho do atacante Bruno Rodrigues, do Palmeiras, reacendeu duas polêmicas: 1)- A briga do clube com a WRorre, empresa que administra o Allianz Parque; 2)- A questão da grama sintética, que pode provocar mais contusões nos jogadores.

O fato é que o Palmeiras suspeita que a contusão de Bruno Rodrigues, sofrida na última quarta-feira (24), diante da Inter de Limeira, tem ligação com a falta de melhorias e manutenção no gramado sintético do Allianz Parque.

Nos últimos meses, o clube e a construtora vem travando uma batalha jurídica por falta de pagamentos e manutenção em diversas áreas da arena. Entretanto, independentemente dessa queda-de-braço, a verdade é que os gramados sintéticos sempre estiveram no centro de uma polêmica sobre os riscos que podem causar aos atletas de alto rendimento. No fim da temporada passada, o técnico Abel Ferreira havia alertado que o gramado precisava ser “trocado urgentemente”, mas isto não aconteceu.

Houve ainda o alerta do uruguaio Luis Suárez revelou, que, numa entrevista coletiva do Grêmio, enfatizou que não entra em campo quando o gramado é sintético:

“Todos sabem do problema que tenho no joelho e jogar no campo sintético, para mim, é muito difícil, eu sofreria muito e, por isso, procuro sempre evitar”, afirmou o atacante, deixando bem claro que jamais pediu qualquer privilégio ao Grêmio, mas na grama artificial ele não pisaria. Agora jogando nos Estados Unidos, vamos ver como ele vai lidar com o problema.

Os riscos

Especialistas sustentam que na grama sintética o impacto nas articulações é maior, a bola corre mais rápido e isso exige mais do atleta, nos aspectos metabólico e físico. Por conta disso, a recuperação no pós-jogo demanda mais tempo.


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Considerando as sete principais Ligas europeias (Espanha, Inglaterra, Itália, Alemanha, França, Portugal e Holanda), não existem gramados totalmente sintéticos naquelas bandas. Em alguns casos, como em Portugal, gramados sintéticos são permitidos desde que sejam híbridos, ou seja, misturados com grama natural.

O que mais se questiona é: o jogador fica mais suscetível à lesão? E por que as principais ligas europeias não permitem o gramado sintético em seus jogos?

Verdade ou não, é importante ressaltar que a própria Fifa, entidade que regula o futebol no mundo, até autoriza jogos em grama artificial, mas nas competições por ela organizadas, o gramado precisa ser, no mínimo, 90% natural.

Com base nessa premissa, o Maracanã, por exemplo, adota a grama híbrida. Em tese, o campo possui 90% de gramado natural e 10% de fibras sintéticas, mas esse percentual varia de acordo com o crescimento da grama.


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O ortopedista José Luiz Runco, campeão do mundo com a seleção brasileira no Mundial do Japão e da Coreia do Sul (2002), acredita que o gramado híbrido é melhor alternativa.

“Para mim, o gramado híbrido será a grande solução para o futebol, pois ele permite um futebol de qualidade, com menos exposição do atleta às lesões”.

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