População “nem-nem” deixou de arrecadar R$ 46,3 bi em 2022, diz CNC


Jovens de 18 a 24 anos que não trabalham e nem estudam poderiam ter aumento PIB em 0,47%

Um levantamento da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo) apontou que os jovens de 18 a 24 anos que não trabalham e nem estudam poderiam ter contribuído com R$ 46,3 bilhões no PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil de 2022.

Cruzando os dados da população jovem do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) com o salário médio de contratações do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), a CNC estimou que cada R$ 1 de aumento na renda média dessa população teria um impacto de R$ 1,6 milhões no PIB do país.

O impacto dessa parcela que deixou de contribuir para o PIB brasileiro se traduz no longo prazo. Segundo Felipe Tavares, economista-chefe da CNC, “o Brasil perde capacidade produtiva por ter uma força de trabalho que atuará no mercado pelos próximos 50 anos menos produtiva”, disse Tavares.

O economista afirma que, entre as razões para essa parcela da população, que corresponde a 36% de sua faixa etária, não estar inserida no mercado de trabalho são as condições de trabalho.

“Hoje um salário e um trabalho estável não é mais suficiente para essa geração, eles precisam se sentir parte do processo e ver a sua marca na geração de valor que a empresa tem, de preferência mostrando impacto direto na sociedade”, afirmou o economista-chefe da CNC.





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