Silveira defende qualificação de Mantega para comandar Vale, mas diz que processo não começou


O ministro Alexandre Silveira (Minas e Energia) defendeu nesta quinta-feira (18) em Davos as qualificações de Guido Mantega para comandar a Vale.

Ele não quis falar, porém, das gestões do governo Lula (PT) para emplacar o nome do ex-ministro da Fazenda, e afirmou que só haverá posição quando for deflagrado o processo de sucessão de Eduardo Bartolomeo na empresa, no fim deste mês.

“É claro que não é possível ninguém fazer nenhuma imposição à Vale. Agora, é um direito do governo sentar como acionista, mesmo minoritário, para discutir qual a melhor estratégia, a estratégia convergente entre o interesse do acionista e o interesse do país”, disse a jornalistas brasileiros durante o encontro do Fórum Econômico Mundial em Davos (Suíça).

“Mas eu quero fazer um registro. O ex-ministro Mantega é o mais longevo no cargo de ministro da Fazenda [de 2006 a 2015] da história da República. É alguém extremamente preparado, professor universitário, que reúne todas as condições.”

Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) articulam entre os acionistas a indicação de Mantega para a presidência da Vale. Um caminho seria o ex-ministro ocupar antes um dos dois assentos que a Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, tem entre os 13 do conselho de diretores.

Ao falar da Vale, Silveira, cuja base eleitoral é Minas Gerais, criticou ainda a manutenção que a empresa faz das barreiras nas áreas de mineração, e voltou a afirmar que o governo vai examinar todas as concessões de direitos minerários no país, sem dar mais detalhes. Ele disse que não descarta revisões.


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O ministro também voltou a falar dos subsídios para o consumidor na conta de luz, frisando que o governo estuda um mecanismo para reduzir o valor ao cidadão, não um pagamento às empresas geradoras.

“Nós seremos extremamente cuidadosos com relação a novos subsídios, o que nós precisamos é achar soluções viáveis economicamente”, afirmou. “Uma coisa é a conta de energia, outra coisa é subsidiar fontes energéticas.”

Silveira encerrou ontem com mais um painel sobre transição energética sua participação no encontro anual do fórum, onde defendeu o Brasil como destino de investimentos que prezem a energia limpa e a ideia do governo de fazer uma migração “justa e inclusiva” para o novo modelo -o que significa, diz ele, evitar uma ruptura brusca com os combustíveis fósseis.

Nesta sexta, ele visita uma fábrica de biodiesel na região de Zurique antes de voltar ao Brasil. As ministras Marina Silva (Meio Ambiente) e Nísia Trindade (Saúde), que completam a delegação do governo Lula em Davos, retornaram na quarta-feira.


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