DF tem aumento de 646% nos casos de dengue


Dados do boletim epidemiológico mostram que Ceilândia aparece como a região administrativa com maior incidência de dengue (3.963 casos)

Apenas nas primeiras três semanas de janeiro, o Distrito Federal registrou um aumento de 646% no número de casos prováveis de dengue, se comparado com o mesmo período do ano passado. Nesses dias, foram 17.150 casos, dos quais 16.628 são classificados como prováveis pela Secretaria de Saúde.

Dados do boletim epidemiológico mostram que Ceilândia aparece como a região administrativa com maior incidência de dengue (3.963 casos), seguida por Sol Nascente / Pôr do Sol (1.110), Brazlândia (1.045) e Samambaia (997). Há ainda três óbitos provocados pela doença já confirmados em 2024.

Perfil

Com relação ao perfil dos casos prováveis por sexo e faixa etária, observa-se maior incidência no sexo feminino, com 527,7 casos por 100 mil habitantes. Já o grupo etário com maior incidência de casos prováveis de dengue está na faixa de 70 a 79 anos, com incidência de 605,1 casos por 100 mil habitantes, seguido pelos grupos etários de 20 a 29 anos e 80 anos ou mais, com 589,3 e 575,4 casos por 100 mil habitantes, respectivamente.

“A suscetibilidade ao vírus da dengue é universal, no entanto, fatores de risco individuais, tais como idade, etnia, presença de comorbidades e infecção secundária podem determinar a gravidade da doença. Crianças mais novas, particularmente, podem ser menos capazes que adultos de compensar o extravasamento capilar e estão, consequentemente, em maior risco de choque por dengue”, alertou a secretaria.

“Também dentro do grupo em maior risco estão indivíduos acima de 65 anos, pois são mais vulneráveis às complicações por possuírem sistema imunológico menos eficiente, pela possível existência de doenças associadas e até pelo fato de se desidratarem com mais facilidade.”

Vacina

O Ministério da Saúde informou nesta quinta-feira (25) que 521 municípios brasileiros foram selecionados para iniciar a vacinação contra a dengue via Sistema Único de Saúde (SUS) a partir de fevereiro. As cidades compõem 37 regiões de saúde que, segundo a pasta, são consideradas endêmicas para a doença.

As regiões selecionadas atendem a três critérios: são formadas por municípios de grande porte, com mais de 100 mil habitantes; registram alta transmissão de dengue no período 2023-2024; e têm maior predominância do sorotipo DENV-2. Conforme a lista, 16 estados e o Distrito Federal têm cidades que preenchem os requisitos.


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A pasta confirmou ainda que serão vacinados crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, uma das faixas etárias que concentram maior número de hospitalizações por dengue. Os números mostram que, de janeiro de 2019 a novembro de 2023, o grupo respondeu por 16,4 mil hospitalizações, atrás apenas dos idosos, grupo para o qual a vacina não foi autorizada.

As informações são da Agência Brasília



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