Valdemar atribui operações da PF contra Ramagem e Carlos a motivações eleitorais


A ideia é dar verniz bolsonarista ao partido e a guinada conservadora para conseguir não apenas elegê-lo com uma boa margem de votos

MARIANNA HOLANDA

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS)

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, disse nesta terça-feira (30) que as operações da PF (Polícia Federal) contra o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) e o vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (Republicanos) têm motivações eleitorais.

“Tudo o que está acontecendo é por conta das últimas pesquisas. Quero enfatizar que nosso projeto está mais forte do que nunca e vamos ganhar as eleições no Rio de Janeiro”, diz Valdemar, em nota.

“O carioca é um povo esclarecido e está assistindo a tudo que está acontecendo em nosso país, sobretudo a perseguição à família Bolsonaro e aos nossos candidatos”, completou.

Ramagem, ex-chefe da Abin, é o atual pré-candidato bolsonarista para a Prefeitura do Rio de Janeiro.
Valdemar disse ainda que oficializou o convite a Carlos para se filiar e assumir a presidência do diretório municipal do Rio de Janeiro. Esta deve ser a estreia do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) como dirigente partidário ele está na política desde que foi eleito vereador com 17 anos.

Carlos sempre demonstrou descrença ou desinteresse por questões partidárias, mas foi mudando de entendimento ao longo do governo do pai. Segundo relatos, o vereador foi se tornando mais pragmático e agora assumirá a cara do partido de Valdemar na capital carioca.


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A ideia é dar verniz bolsonarista ao partido e a guinada conservadora para conseguir não apenas elegê-lo com uma boa margem de votos, mas trabalhar na campanha de Ramagem.

Os dois foram alvo da PF. Mas, mesmo assim, o partido mantém apoio às suas candidaturas. E, sobretudo no caso do pré-candidato à prefeitura, não trabalha com plano B.

Além disso, integrantes do partido acreditam que não apenas essas operações recentes, como a de Carlos Jordy (PL-RJ), pré-candidato à prefeitura de Niterói, na semana passada, fortalecem o discurso de perseguição e ajudam na campanha bolsonarista no Rio.

Apesar da formalização do convite, Carlos só deve se filiar em março, quando houver janela partidária. Com isso, ele deixa o Republicanos, que foi um dos que apoiou Bolsonaro durante a eleição de 2022, mas hoje participa do governo Lula 3 no ministério de Portos e Aeroportos, com Silvio Costa Filho.


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